Há exatamente um ano, o Brasil conquistava o hexacampeonato da Copa do Mundo de Futsal, encerrando um jejum de 12 anos sem títulos. Apesar da conquista, o efeito esperado sobre o futsal nacional não se concretizou. Segundo o técnico Marquinhos Xavier, a modalidade ainda poderia ser mais bem organizada, e tanto poder público quanto privado poderiam ter aproveitado a visibilidade do título para fortalecer o esporte no país.
Desde então, a seleção brasileira manteve sua força internacional, conquistando a Copa Intercontinental e a Copa das Nações, com oito vitórias em oito jogos, 38 gols marcados e apenas seis sofridos. A equipe ainda enfrentará o Japão em dois amistosos neste mês.
Mudanças no elenco
Alguns campeões de 2024 não retornaram, incluindo os goleiros Guitta e Diego Roncaglio, o fixo Marlon, os alas Leandro Lino e Marcênio, além do pivô Ferrão, suspenso por doping. Outros nomes, como Felipe Valério e Dyego Zuffo, também não foram convocados recentemente.
Entre os destaques que seguem na equipe, o pivô Pito, capitão e camisa 10, mantém-se como referência, assim como o ala Marcel, autor de três gols na última Copa das Nações, e o goleiro Willian, eleito melhor goleiro da última Copa do Mundo.
O técnico Marquinhos Xavier enfatiza que o Brasil ainda tem muito a evoluir no futsal e lamenta a falta de impacto da conquista:
“A gente perde grandes oportunidades de usar essa conquista para avançar em tantas frentes que são importantes. A visibilidade da seleção brasileira poderia impactar muito o poder público e o privado se houvesse um elo de ligação entre a seleção e as instituições que fazem futsal no nosso país.”
Enquanto isso, novos talentos têm sido incorporados à seleção, como os goleiros Matheus (Joinville) e Nicolas (Jaraguá), o fixo Marcelo (Semey-CAZ), o ala Wesley (Sporting), e os pivôs Rocha (Sporting-POR) e Fabinho (Palma-ESP), garantindo a continuidade da força do Brasil nas quadras.

