Supercopa do Brasil de Futsal consolida uso inédito do Vídeo Suporte padrão FIFA no país

A Confederação Brasileira de Futsal divulgou nesta terça-feira (3) o relatório oficial sobre a utilização do Vídeo Suporte (VS) na Supercopa masculina, disputada em Erechim (RS). O torneio marcou a primeira aplicação no Brasil do protocolo padrão FIFA para o sistema, seguindo integralmente as diretrizes internacionais.

Além de abrir oficialmente a temporada nacional, a Supercopa garantiu ao campeão a vaga brasileira na próxima edição da Libertadores da América, que voltará a ser disputada no Brasil após oito anos, entre 24 e 31 de maio, em Carlos Barbosa (RS).

Números da utilização do VS

Nos nove jogos realizados na competição, foram registrados 26 pedidos de revisão, com média de 2,89 por partida. O tempo médio de análise no monitor foi de 1 minuto e 29 segundos.

Do total de solicitações, sete foram consideradas bem-sucedidas, 14 não resultaram em alteração da decisão inicial e cinco envolveram ajustes técnicos de cronometragem.

A revisão mais rápida durou 34 segundos e ocorreu no confronto entre Magnus Futsal e Traipu Futsal, aos 28min43s do segundo tempo, para correção de identidade de atleta, com decisão revertida. Já o procedimento mais longo foi registrado em Atlético Piauiense x Traipu, com 5min13s de checagem devido a problema técnico no monitor, em lance de pênalti, mantendo-se a marcação original.

A semifinal entre JEC Futsal e Magnus concentrou o maior número de solicitações, com cinco pedidos. O duelo entre Atlântico Erechim e Chapecoense foi o único sem acionamento do sistema. A operação e geração de imagens do VS foram realizadas em parceria com a produtora Ação TV.

Situações passíveis de revisão

Conforme o protocolo da FIFA, o vídeo pôde ser utilizado em quatro situações específicas: confirmação ou anulação de gol, marcação de pênalti, cartão vermelho direto e possível erro de identidade do atleta punido.

Cada treinador teve direito a um desafio por tempo de jogo, com possibilidade de solicitação extra em caso de prorrogação. Pedidos não utilizados não foram acumulativos.

Quando o recurso era indeferido, a equipe perdia o direito a novo desafio naquele período. Já nas revisões que resultaram em mudança de decisão, o treinador mantinha a possibilidade de novo pedido dentro das regras.

Durante as análises, os árbitros permaneceram visíveis ao público e, após a decisão, sinalizaram o gesto característico de televisão antes de comunicar o resultado à mesa do cronometrista e às comissões técnicas. Caso a decisão original fosse mantida, o reinício seguia a marcação inicial; quando a paralisação ocorria exclusivamente para revisão, o jogo era retomado com bola ao chão.